Com chuva de granizo, Leandro de Itaquera desfila sem craques, mas com Andressa Urach
Com direito a chuva de granizo. Foi assim que a Leandro de Itaquera abriu os desfiles das Escolas de Samba de São Paulo, nesta noite de sexta-feira (28).
O enredo 'Ginga Brasil, futebol é raça. Em 2014 a Copa do Mundo começa aqui” foi uma homenagem da agremiação da Zona Leste paulistana á Copa do Mundo, que acontecerá no Brasil em 2014 e terá sua abertura no futuro estádio do Corinthians em Itaquera, vizinho da escola vermelha e branca.Sem craques dos gramados cruzando o Anhembi, a agremiação apostou nos atributos de Andressa Urach, a eterna vice do Miss Bumbum para chamar a atenção.
A modelo não fez feio como madrinha de bateria. Pelo contrário. Com uma generosa fantasia, deixou os marmanjos boquiabertos e também mostrou samba no pé mesmo debaixo de muita chuva, embora neste quesito tenha sido ofuscada pela Rainha de Bateria Vivi Brilho.
“Depois da Leandro ninguém se lembrará das outras escolas”, profetizou Urach minutos antes de cruzar a avenida.
Foi um discurso um tanto quanto pretensioso. O desfile da Leandro de Itaquera, que voltou para o Grupo Especial de São Paulo neste ano, foi para tentar manter a escola na elite. Dificilmente a vermelha e branca conseguirá alçar voos mais altos em 2014. No geral, foi uma apresentação fria, apesar do enredo bastante popular.
O público em poucos momentos se levantou. A bateria do mestre Pelé, vestida em homenagem ao Rei do Futebol, apresentou algumas paradinhas e ousadias, mas foi muito prejudicada pela chuva.
O samba puxado por Juninho Branco, com três refrões, não pegou.
A água que caiu atrapalhou a evolução, já que deixou as fantasias de boa parte dos 2.800 componentes, que passaram com muita garra, mais pesadas.
Algo que chamou a atenção foi a ausência de jogadores de futebol desfilando. Durante a preparação, a diretoria da escola sonhou com a presença de Pelé, algo que não ocorreu. Diante disso, um carro alegórico trouxe várias imagens de atletas atuais, entre eles Walter, o famoso gordinho do Fluminense. O repórter esportivo da Rede Globo, Mauro Naves, acabou sendo um dos mais assediados no desfile.
A comissão de frente atraiu bastante os olhares, com a coreografia simulando um jogo de futebol, com direito a cobrança de pênalti e malabarismo dos dançarinos, incluindo duas habilidosas jogadoras.
A comissão ainda fez uma homenagem ao jogador Tinga, do Cruzeiro, vítima de racismo em recente jogo da Libertadores.
O carro abre-alas trouxe uma enorme bola Brazuca, que será a oficial do Mundial do Brasil. Porém, apresentou problema logo no início e algumas alas tiveram que entrar em sua frente, algo que também atrapalhou a evolução.
As cinco conquistas brasileiras em Copas também foram lembradas. Houve ainda uma crítica social ao fato de a maioria dos jogadores virem de origem humilde.
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